Aumento da idade da reforma agrava desgaste: enfermeiros sentem-se traídos

Sempre que visitamos locais de trabalho dos enfermeiros, uma das queixas que mais ouvimos diz respeito à idade da reforma. No caso das instituições do SNS os colegas mais velhos sentem-se traídos e injustiçados porque, quando iniciaram a carreira, a reforma acontecia aos 57 anos de idade. 

Mas não são apenas os enfermeiros com mais tempo no ativo a queixarem-se. Os colegas mais jovens já perceberam que os aguarda uma pesada fatura. 

Outras profissões por certo também gostariam de se reformar mais cedo. Não o contestamos. Apenas salientamos que os enfermeiros tratam dos doentes todos os dias do ano, 24 sobre 24 horas, tendo de cumprir turnos para assegurar esta prestação de serviços. 

Neste quadro, não admira o aumento do absentismo, na maior parte das vezes por doenças musculoesqueléticas ou do foro mental. Será preciso chegarmos a situações de rutura para se perceber que o país precisa de criar condições de reforma mais apropriadas à nossa profissão?

Em vez de soluções, vemos o aumento anual da idade da reforma a apenas agravar o problema. 

O Sindepor sabe que esta é uma das nossas lutas mais difíceis e que não há soluções mágicas para a vencer. Mas este é e será sempre um tema que conta com todo o nosso empenho. Porque mudar é preciso.

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