SINDEPOR marca greve de enfermagem para o dia 12 de dezembro

O Sindepor marcou greve de enfermagem para o dia seguinte à greve geral, 12 de dezembro. Esta greve decorre das 8h00 às 24h00 e abrange todas as instituições do SNS e demais entidades públicas onde trabalham enfermeiros, no continente e ilhas.

A interrupção das negociações, com o Ministério da Saúde, para concretizar um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) é um dos principais motivos para a realização desta greve. No passado dia 3 de setembro, o Sindepor, integrado na plataforma que junta cinco sindicatos, recebeu uma proposta de ACT que considerámos inaceitável. A 24 do mesmo mês foi a vez de apresentarmos uma contraproposta. Desde esse dia, silêncio absoluto sobre o tema por parte da tutela.

Outro dos motivos prende-se com o anteprojeto de reforma da legislação laboral que o Governo pretende aprovar e que o Sindepor considera extremamente gravoso para a enfermagem, contribuindo ainda mais para agravar o sentimento de descontentamento generalizado que grassa na profissão. Nesse sentido, apoiamos e apelamos à participação na greve geral decretada para a véspera, dia 11 de dezembro.

A estes dois motivos juntam-se a luta pelo reconhecimento da enfermagem como profissão de desgaste rápido e por um modelo de avaliação de desempenho mais justo, transparente e exequível, que considere as especificidades da profissão e que promova o desenvolvimento profissional e salarial dos enfermeiros, contribuindo dessa forma para o reforço e estabilidade do SNS.

O Sindepor respeitará os serviços mínimos decretados para esta greve. No entanto, salientamos que os serviços mínimos que muitas vezes nos são impostos, na prática significam ter mais enfermeiros a trabalhar do que em situações do dia-a-dia, sem greve. Um fator que diminui o efeito das greves, mas que o atual Governo pretende levar ainda mais longe através das propostas contidas no referido anteprojeto de reforma da legislação laboral.

O Sindepor teve o cuidado de contactar os restantes sindicatos do sector no sentido de discutir formas de luta conjuntas. Não tendo sido possível, respeitamos essa decisão, tal como esperamos respeito e colaboração para com a nossa. Ao mesmo tempo, apelamos a todas as enfermeiras e a todos os enfermeiros para que participem nesta greve, sejam, ou não, nossos associados.

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