ULS da Região de Aveiro diz não aos enfermeiros

Ser enfermeiro no SNS é um desafio constante, mas, como se isso não bastasse, as condições de trabalho variam consoante as orientações dos conselhos de administração (CA). 

Não é preciso percorrer muito o país. Na região centro há vários CA que apostam em honrar os compromissos devidos com os colegas.

Apenas um exemplo, entre outros: antes de recentes decisões judiciais, já o CA da ULS Cova da Beira tinha optado por pagar os retroativos a 2018 a todos os enfermeiros da instituição.

Infelizmente, também existe o contrário. Locais de trabalho onde tudo aparenta ser feito para dificultar/prejudicar a vida dos enfermeiros.

Veja-se o caso do Hospital de Aveiro, onde visitámos alguns serviços ontem e conversámos com os colegas.

Desde logo, ainda não receberam a atualização salarial há muito prevista para o início de 2026. Acreditam que vão receber a atualização salarial este mês mais o aumento da função pública. 

Nesta ULS não há acesso ao WebRHV. Os enfermeiros têm de enviar emails aos Recursos Humanos a solicitar as informações a que têm direito e deviam ter acesso imediato, mas o serviço não lhes responde. 

Há atrasos na avaliação, mas isto, infelizmente, é uma verdadeira epidemia que afeta o SNS há vários anos.

Na ULSRA também não há reconhecimento de direitos para os colegas com contratos individuais de trabalho. Não existe mais um dia de férias por cada dez anos de trabalho e, no serviço de Psiquiatria, os colegas não só não têm majoração de dias de férias como também não têm a redução de horário a que têm direito os outros colegas com quem trabalham lado-a-lado.

Neste estabelecimento reina também a insatisfação e indignação entre os enfermeiros especialistas, reconhecidos como tal e a exercerem essas funções, mas sem que isso se reflita na folha de vencimento.

O SINDEPOR vai continuar a fazer o levantamento de todas estas irregularidades e injustiças e a lutar contra elas. 

Participaram nesta visita o nosso coordenador da região Centro, Rui Paixão, o dirigente João Costa e a delegada sindical Paula Andrade. Porque mudar é preciso.