Centros de Saúde sem climatização em Coimbra







O SINDEPOR visitou três centros de saúde de Coimbra e em dois deles a climatização não funciona. Em Eiras e no Norton de Matos, utentes e profissionais transpiram no Verão e batem o dente nos meses mais frios. O Centro de Saúde de Fernão Magalhães escapa a este problema por ter sido inaugurado muito recentemente.
É lamentável e incompreensível que, na cidade outrora conhecida como “Capital da Saúde”, com a disponibilidade de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência, e com as responsabilidades da Câmara de Coimbra ao nível da manutenção de infra-estruturas de saúde, centros como os de Eiras e Norton de Matos funcionem sem ar condicionado.
E se este problema no Norton de Matos deverá ficar solucionado com a construção de um novo edifício (em curso), já no caso de Eiras não se conhece solução à vista.
Os nossos colegas relataram-nos também problemas que já tínhamos ouvido no sector hospitalar, sendo que neste caso acrescem os problemas de articulação com a “gigante” ULS Coimbra.
Os atrasos na avaliação do SIADAP – cujo resultado prático são progressões salariais que não chegam – é um dos mais citados. Mas a insatisfação com o departamento de Recursos Humanos da instituição é mais vasta, abrangendo, entre outras, a questão da recusa do pagamento dos retroativos a 2018, de acordo com decisões judiciais e como está a ser efetuado noutras ULS.
Não sendo uma queixa generalizada, ouvimos também queixas de falta de pessoal e, para além da questão da climatização, a lentidão do sistema informático é outro dos problemas apontados como fator que dificulta o dia-a-dia e aumenta o risco de cometer erros.
Mais uma vez, os colegas com mais tempo de serviço protestaram contra a elevada idade da reforma, que os coloca perante grandes dificuldades em responderem a todas as exigências que uma profissão como a nossa comporta.
Participaram nesta visita, o coordenador da região centro do SINDEPOR, Rui Paixão, os dirigentes Margarida Vieira, Vera Matos, João Costa, Paulo Pereira e o delegado Daniel Costa. Porque mudar é preciso.
